“Que Acessibilidades para o Distrito da Guarda?”
O Movimento Cívico do Distrito da Guarda reaparece
porque entende que o desenvolvimento harmonioso do nosso distrito só
pode ser alcançado com uma opinião activa e participante
de todos os que aqui vivem.
De novo nos expomos, porque queremos, resolutamente, inverter
o fatalismo, o cepticismo e até o descrédito a que o nosso
distrito tem sido lançado, tantas vezes por quem tinha obrigações
institucionais, políticas e públicas.
Estamos, aqui, porque temos muitos problemas adiados por
resolver. Assuntos que nos dizem respeito, que directamente nos afectam
e que não podemos nem devemos ignorar.
Desta vez, são as acessibilidades do nosso distrito:
ferroviárias, rodoviárias e outras.
Queremos discuti-las e, em conjunto, assumir compromissos.
Temos as nossas opiniões que queremos compartilhar. Assim:
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Sempre nos preocuparam as indefinições,
as hesitações e a ausência de opções
do poder político de governos anteriores sobre a opção
pela modernização da linhas ferroviárias do País.
São avanços e recuos constantes. Com a Cimeira Ibérica,
em Novembro de 2003, é assumido, novamente, o projecto de Alta
Velocidade com as ligações de Lisboa a Madrid por Badajoz,
do Algarve à Andaluzia, do Porto a Madrid por Aveiro e Salamanca
e do Porto à Galiza.
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Os técnicos apontam que, em termos de prioridades,
as mesmas deveriam ser repensadas e serem privilegiadas as ligações
a Nascente.
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A Guarda, pela sua localização estratégica,
tem todas as condições para ser servida por este tipo
de estrutura ferroviária que é imprescindível
para o desenvolvimento do Interior.
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A região da Guarda deverá ter uma estação
central que fará a interligação do TGV com a
linha da Beira Alta, com a A25 e a A23, e que permitirá o apoio
à plataforma logística a sediar na cidade da Guarda.
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A região reveste-se de uma importância
vital, em termos geoestratégicos, e assume o papel de distribuidora
para o Nordeste Transmontano, com ligações preferenciais
ao Litoral, a Espanha e ao Interior Sul do País. Esta estação
aproveitaria ainda uma rentabilidade acrescida com parte de algum
mercado espanhol (até Ciudad Rodrigo).
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Desmontadas em termos técnicos as questões
da lei das Paragens dos Comboios de Alta Velocidade ou Média
Velocidade, justifica-se que, na Guarda, seja localizada uma estação.
É mesmo apontada como uma necessidade para que a partir deste
ponto seja feita uma primeira triagem em termos nacionais, de passageiros
e de mercadorias, já que o tipo de transporte a implementar
deverá ser de tráfego misto (passageiros/mercadorias).
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As mercadorias, cada vez mais, têm de ser concorrenciais
em termos de tempo na opção ferroviária.
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É desconhecida a política que se pretende
implementar na ferrovia, nomeadamente no respeitante à rede
de Alta Velocidade e no respeitante à remodelação
da actual rede.
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A linha da Beira Baixa é precisamente uma das
redes onde as indefinições se mantêm há
longos e muitos anos. Deverá ser também encarada esta
ligação ( Guarda, Covilhã, Castelo Branco) como
uma alternativa em termos de transportes públicos regionais?
Que desenvolvimento regional se pretende? Que anel estratégico
à linha da Beira Alta? Que Turismo para a Região?
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Mas se as indefinições, na ferrovia,
são muitas, na rodovia, também existem algumas. Que
Plano Rodoviário? Quando surge?
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Um assunto, que muito diz respeito à Guarda
e a toda esta região interior, é a questão das
portagens na futura A25. Somos contra as portagens. O Interior sairia
penalizado. As implicações nefastas para o distrito
seriam mais que muitas: os produtos chegariam ao Interior mais caros;
o escoamento, no mercado, daquilo que, nestes lugares, é produzido
e transformado, é onerado; e a demanda turística seria
abalada.
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As estradas Municipais, que temos, não são
alternativa à auto-estrada. A sua frequente utilização
agravaria a degradação, já acentuada, destas
rodovias e a sua manutenção, às custa dos Municípios,
que se sentem debilitados, financeiramente, insuportável. Não
existem circuitos alternativos em condições.
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Se a A23 já se encontra concluída e
na A25 as obras são visíveis, o mesmo não pode
ser dito da ligação a Norte. Para quando a sua conclusão?
Que é feito da I.P.2 Norte? Que alternativa? E a sua inscrição
em PIDDAC?
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Não menos importante são as ligações
intermunicipais de modo a consolidar as relações e ligações
entre os vários Concelhos da nossa região.
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Para o concelho e para a cidade da Guarda é
prioritária e de extrema importância a construção
da designada estrada verde que deveria ligar a cidade ao Maciço
Central da Serra da Estrela por Videmonte. Trata-se de uma infraestrutura
fundamental para o desenvolvimento do Turismo no nosso Concelho. Que
tipo de estrada? Que perfil? Para quando?
Estas são as grandes razões para um DEBATE
PÚBLICO.
Queremos consigo, DISCUTI- LAS.
Compareça ao debate a realizar, no próximo
dia 28 de Junho, pelas 21h e 30m, no AUDITÓRIO DO I.P.G., na Rua
Soeiro Viegas.
Estarão presentes Técnicos competentes para
nos ajudar. E políticos para nos informar e ouvir.
NÃO FALTE
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